domingo, 16 de fevereiro de 2014

Latyfa Cristina: O Beni de "saias".

Andando pelo mesmo caminho onde foi encontrado Beni há dois anos, minha irmã encontrou uma bolinha preta com uma mancha branca no peito. Eis que surge o auau que iria superar as peraltices de Beni. Latyfa Cristina é seu nome. Linda , inteligente e muito, muito sapeca. Sendo de porte pequeno, nos primeiros dias foi fácil minha irmã esconder ela de nossa mãe. Não que minha mãe não quisesse mais ginenens, mas pelas dificuldades recentes. Mas não teve jeito, um dia Latyfa se revela e minha mãe se apaixona. Um sentimento recíproco. As duas parecem ser grudadas!!Para completar a paixão, é impressionante a semelhança dela com Beni em relação as maluquices. Como toda garota, adora uma maquiagem. Usou todos os batons e sombras da minha mãe hihihihihihi. Entra e sai do guarda-roupas com uma facilidade que ainda estamos para descobrir como ela consegue abrir a porta.Sem falar que é dedo-duro, relata tudo que o Rufus Henrique faz durante o dia para a mãe dela. É o que digo, ela apareceu para que ninguém esqueça do Beni. Fico imaginando os dois juntos! Dominariam o mundo!!

                     Latyfa Cristina a diva!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Um cãoguru.

Há tempos não postava nada. Não que eu tenha desistido. Não! Apenas momentos de fraqueza. A Luta continua.Conseguimos finalmente comprar o kennel(casinha para transporte de animais)através de uma rifa e claro, pessoas abençoadas me ajudando. Agora, foco na passagem, que por sinal é bem salgadinha. Enquanto isso, não há um dia que eu não pense, não sinta, não fale em meu Beni. Se saudade mata, tenham certeza que morta estou. Mas por ele continuo. Beni está o mesmo maluquinho, com algumas melhoras. Principalmente quando o assunto é pular. Os atletas perdem na frente dele. Salto com vara?! Foi mal, Beni salta sem vara quase 3 metros hihihihi. Agora sei o motivo de tanto treinos. Ficava que nem louco em casa pulando os sofás, igual no hipismo. Pulava a janela de olhos fechados. Como ele consegue com uns kilinhos extras?? Essa é uma mensagem da Cláudia, a dona do lugar onde Beni mora no momento. Fico imaginando a cena!!!!!


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Lar temporário.

  Beni,apesar da distância, está bem. Sei que ele é bem tratado, amado . Mas não é a mesma coisa de dormir no meu colo, correr feito um maluquinho pulando por cima do sofá, fugindo com a toalha na boca e deixando a tia dele desesperada no banheiro. Mesmo assim, no lar temporário, a dona do local sempre liga ou envia mensagens para contar as proezas de Beni. Fez amigos, tem uma companheira inseparável e quem sabe um dia terei o prazer de conhecê-la.Um dia ela ligou rindo da última que ele aprontou. Aprendeu a abrir o portãozinho da casinha. Ela contando, que depois do passeio foi deixá-lo na casinha e fechou o portão.Quando ela menos espera, está Beni muito bem sentadinho do lado dela como se nada tivesse acontecido!! Bolei de rir!! Meu filho continua o mesmo!! Sei que em breve vamos bolar de rir juntos.




Foto recente de Beni.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Fiz por amor.

   No desespero, sei que acabamos fazendo algo que não deveria. Sem alternativas, a idéia que me veio a cabeça foi: colocar meu filho para adoção. Eis o problema, teria que ser perto de mim, pelo menos, e amar animais. Pois para ter o Beni não basta só achar bonitinho e gostar, é preciso AMAR! Pensei que iria demorar muito a encontrar alguém para adotar meu filhão com todas as suas proezas.Não foi. Na mesma noite aconteceu. Uma amiga postou a foto do Beni e a apelação na internet. Um amigo dela viu e se apaixonou pelo meu filho e pagará a passagem dele. O problema até agora foi encontrar um kennel(casinha de transporte) para trazê-lo do Rio de Janeiro para Fortaleza. Quase um ano e nada. Uma moça que viu o apelo emprestou o dela, mas o Beni não coube . Veio várias idéias . Sem sucesso até agora. As vezes paro e fico pensando comigo: Ele será adotado, não será mais meu filho... Bate um desespero tão grande que tenho vontade de sair correndo , pegar meu filho e abraçá-lo infinitamente. Mas, como tê-lo comigo se não tenho casa nem pra mim?!Angústia e tristeza me acompanham. Por outro lado, o que me conforta um pouco é em saber que ele terá uma casa, será bem cuidado e estará perto, poderei visitá-lo. Acredito que uma mãe que ama apenas quer o bem do filho. Fiz por amor.

 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O desespero de Jojo.

   Para algumas pessoas realmente é difícil imaginar que esses seres tão maravilhosos são capazes de sentir e recordar. Se enganam!! Eles sentem, amam, lembram , cuidam... 
Beni e Jojo são  companheiros inseparáveis em suas aventuras! Sr.C me contava que quando Beni conseguia fugir pela manhã,corria para a casa dele tomar o café junto com Jojo. Agora entendo o motivo dos ciúmes de Rufus Henrique.Em umas de minhas ligações para saber como estavam as coisas depois que o Beni foi para o canil, minha mãe relata em lágrimas o desespero de Jojo no dia que Beni precisou partir. A noite, hora que os dois costumavam jantar juntos, minha mãe foi colocar a janta de Jojo. Ele olhava pro lado, pro outro, corria até o esconderijo do Beni, ficava na porta achando que ele poderia sair a qualquer momento. Jojo passou a noite chorando e uivando na esperança do Beni responder. E assim, foram dias e noites. E eu aqui, imaginando a dor da separação dos dois. Hoje, Jojo está melhor, fez novo amiguinho, ou melhor, uma amiguinha chamada Estrelinha! Os dois brincam, se divertem, os garotos da rua brincam com eles. Mas na hora do jantar, lá está ele, no cantinho certo jantando e lembrando de seu grande amigo!

  

Jojo e sua bolinha !

terça-feira, 11 de junho de 2013

Perdendo o chão.

 A vida passa em um piscar de olhos. Ela  muda em questão de segundos. Regressei para minha cidade na esperança de tudo se resolver. Tudo piorou: fui detida ao tentar entrar na casa de meu pai(falecido),na minha casa! Fiquei vagando de casa em casa. Ainda estou. Mas isso para mim é suportável. Enquanto isso, acreditando que estava tudo bem com meu felpudo, tive a pior das notícias: Meu filho teve que ir para um abrigo. Isso sim eu não suporto! O dono da casa simplesmente não queria mais a presença de meu filho. Um cara que se diz religioso, tão religioso que atira pedras em animais. Tirou também minha família da casa dele. Minha mãe e irmãos agora foram morar em uma casinha de dois pequenos cômodos com Rufus Henrique, Latyfa Cristina, Miguel e Jojo. Porém Jojo gosta de ficar entre lá e cá na casa do Sr.C . 
 Sei que Beni está sendo bem cuidado. A dona do abrigo sempre liga dando notícias dele. Mas só em imaginar que o conforto dele foi tirado, foi privado dos seus passeios diários, seu sofá quentinho, o amor da vovó... isso me mata! O que fazer agora? Como vou fazer para ter meu filho perto de mim? Só um milagre.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Um olhar e a despedida.

Quando resolvi viajar para morar com minha mãe, como conto no início do blog, fui sem imaginar em nada do que poderia acontecer.Nada! Nunca as decisões serão fáceis quando não tem opções.Eu estava seguindo sem rumo: perdi amigos, perdi a pessoa que achava que iria ser pra toda vida, perdi parte da vida. Foi quando Beni me apareceu e tudo passou a ter motivos. Conheci os dois lados da moeda: o céu e o inferno (na minha maneira, na medida em  que eu suportaria, ou não.)Como uma espada atravessando meu coração já em lágrimas, mais uma vez precisei partir. E dessa vez seria pior, a pior dor que eu já senti na vida.Deixar aquele no qual a única certeza que eu tenho é que eu o amo e ele a mim. Sim, precisei voltar para resgatar uma parte do que perdi na esperança de que em breve estaria com meu filho junto a mim em condições melhores. Minha mãe e irmã ficariam cuidando dele na minha ausência.Dele e de Rufus Henrique e Jojo, meu adorável Jojo!No dia da viajem foi o pior dia jamais imaginável por mim. Conversei com Beni, tentava não chorar na frente dele. Ele já sabia o que estava acontecendo. Tentou me agarrar com suas patinhas felpudas, me mordia de leve na esperança de eu desistir. Eu ia para o táxi e voltava para beijá-lo. Até que ele resolveu não olhar mais para mim. Entrei no carro, meu irmão disse:"Calma mana, cuidaremos dele." Morri ali mesmo quando ouvi mais uma vez o latido de Beni. Sim, eu morri e morro um pouco toda vez que lembro que estou distante dele.Choro, choro desesperadamente desde o amanhecer  ao anoitecer de cada dia, na esperança de um dia poder tê-lo perto de mim.